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19'000Km - A África de Norte a Sul por terra!
A Rota Relatos de Viagem Em Rota - 16 º Relato - De novo a caminho da fronteira

Em Rota - 16 º Relato - 400kms de estrada em linha recta. Bem-vindos à Namíbia.

Mas para aqui chegar, muito se passou desde a minha última mensagem, informando já possuir o visto para Angola e que me ia meter à estrada.

Comecemos pelo visto de trânsito de 5 dias. Foi-me dito para me dirigir à Embaixada no dia 10. O visto ia ser emitido na tarde do dia anterior e entregue durante a manhã do dia seguinte… e assim aconteceu. Só que o funcionário que o processou, deverá ter olhado para o calendário, viu a data e colocou, como data de início do período de 5 dias, o dia 9… ou seja o dia anterior ao da entrega. Por conseguinte, quando o recebi, já tinha menos um dia para chegar à fronteira Sul de Angola.

Tinha planeado um percurso por Angola baseado em anteriores viagens de outros “overlanders”. A entrada seria feita pela fronteira perto da cidade de Matadi, em Ango-ango, depois Noqui, já em Angola, seguir para N’Zeto, junto ao mar e descer ao longo da costa.

Contudo, foram-me dadas indicações, por angolanos ditos conhecedores da região norte do país, para entrar por uma outra fronteira muito mais perto de Kinshasa, sem dúvida, mas que se veio a revelar a pior opção que jamais alguém me poderia ter dado para entrar em Angola.

Ao fim de alguns quilómetros, o alcatrão desapareceu e começou uma estrada, que no início ainda assim se poderia chamar, mas que depois, como que se volatizou. Passou a ser algo difícil de descrever por palavras. Nem através de imagens alguém se poderá aperceber do que eu tinha pela frente.

"Click" para abrir e ampliar vas fotos (800pixel)..!

Voltar para trás?! Não!… diziam os populares, é só aqui…. depois melhora. Mas não melhorou. Há quem diga que Deus escreve direito por linhas tortas. As linhas tortas, eu posso comprová-las. E as direitas, acabaram por ser uma missão católica, criada no início do séc. XX, através de um simpático padre congolês, que se disponibilizou em me acolher no quarto reservado aos hóspedes “ilustres” da missão e mandar preparar uma refeição. Garantiu-me que ia arranjar alguém para ir comigo para me ajudar no contacto com as populações, nos restantes 40kms até à fronteira. Não quis aceitar nenhum pagamento, de forma que ofereci-lhe o gasóleo, que trazia desde a Mauritânia como reserva, mas que nunca foi necessário, por ter podido sempre encher o tanque e que serviu para abastecer e pôr a funcionar o gerador, o que já não acontecia há vários meses. Houve luz na missão naquela noite e nas seguintes.

O dia seguinte, já dia 11 – a data limite para sair de Angola era no dia 14, e eu ainda nem sequer tinha entrado no país – começou cedo, e logo nos metemos à “estrada”, melhor dizendo, ao caminho. A situação do percurso foi piorando à medida que avançava, até que a certa altura eu vi o caso muito feio e complicado.

Estava um camião parado e avariado ocupando todo o espaço de passagem. A solução apresentada pela equipa do camião foi cavar uma passagem ao lado daquele, na ravina que o “apertava” lateralmente. Combinado o preço, meteram mãos à obra. E escavaram uma passagem por onde me esgueirei, num trabalho impressionante. Feito o pagamento, disponibilizaram-se a vir comigo até um outro ponto difícil onde, segundo eles, eu não iria conseguir passar. Dependurados no jipe, lá foram comigo até ao novo obstáculo… que não era mais do que um “dejá vue” - os profundos sulcos causados pelos rodados dos camiões, mas sem a opção lateral de colocar um dos rodados, enquanto o outro vai pelo meio.

E aqui o engenho e a força braçal, de novo, arranjou uma solução. Reduzir a altura da zona central do sulco dos camiões durante uma boa dezena de metros… e assim consegui passar sem bater com os diferenciais.

Cheguei à fronteira do Congo, já pelas 4 da tarde…. Cumpridas as formalidades, dirigi-me para Angola. O posto fronteiriço estava lá... a bandeira também… as cancelas de bambu também… mas não estava lá ninguém. Abri as cancelas, passei o jipe e voltei a fechá-las. O trilho que tinha à minha frente, ladeado de capim mais alto que o carro, foi sinuosamente subindo e descendo montes e atravessando zonas húmidas, até que cheguei ao novo posto, ou seja, onde havia habitações para a guarnição da polícia e pessoal aduaneiro. Finalmente ia voltar a falar Português.

Formalidades cumpridas, votos de boa viagem, indicações para o caminho e que a próxima povoação seria a 40kms. E foram medidos quase a palmo, pois houve alturas em que tive de sair do carro para, embrenhando-me pelo capim adentro, perceber onde se encontrava o trilho e se havia buracos. Levava comigo a pá e no regresso dava um desbaste no capim para saber por onde colocar as rodas. Nas zonas planas não havia grande problema em progredir. Mas, nas subidas e descidas dos morros, face à ausência de vegetação, as chuvas tinham cavado vários sulcos lá de cima até cá a baixo que lá fui vencendo com força de motor, algum engenho da escola do dia anterior e sorte… muita sorte. Analisando certas situações que se me depararam até hoje, tenho de concluir que consegui ultrapassá-las muito devido à sorte que me tem acompanhado nesta longa odisseia.

Cheguei já depois do sol-posto a Maquela do Zombo. Foi dos percursos que fiz em que me senti mais só. Daí segui, sempre por más estradas de areia, com muita trepidação e buracos, por Quibocolo, Damba e 31 de Janeiro após a qual, volvidos mais 32kms apareceu o alcatrão. Faltavam 160 ou 190 kms, já não me recordo bem, até Negage.

Estava tão farto, tão farto de estrada má que saí do carro, ajoelhei-me e coloquei as mãos no chão em reconhecimento daquele momento… e chorei… de felicidade por ter conseguido chegar até ali e de raiva pelo que tinha passado. Não beijei o alcatrão… pois não pertenço ao colégio cardinalício.

Se a intenção de quem me deu este itinerário era que eu fizesse um pouco de “trial”, sinceramente, ou estava a gozar comigo, ou então alvitrou um percurso que não conhecia de todo. Senti como se alguém me quisesse fazer muito mal. Talvez não tenha sido esse o propósito… mas foi o que senti!

Na manhã do dia 12 - faltam 2 dias para o visto expirar - iniciei cedo o caminho para sul. Só que desta vez tive a companhia de um angolano, natural do Negage, que ia para Luanda e que me sugeriu outra forma de chegar ao Sul. Terão tido oportunidade de seguir o trajecto que fiz, através do “spot”, quase até à cidade de Luanda, altura em que virei para Sul, junto ao mar, rumo ao destino do dia, Lobito.

A estrada até à capital atravessou várias zonas de que destaco uma floresta muito densa, com curvas sinuosas, mas que valeu bem a pena. E a progressão ao longo da costa também foi muito agradável. Obrigado Toninho de Sousa.

Acomodação no Hotel dos Navegantes naquela cidade, um estabelecimento que estava em funcionamento nas mais perfeitas condições. Muito bom. Ao pequeno-almoço do dia 13 – falta apenas um dia – na mesa ao lado, um português, comerciante local, e um oficial da Marinha Portuguesa. Perguntei-lhes sobre o estado da estrada que me levaria até à fronteira. Deram-me todas as indicações, que se vieram a confirmar menos um pequeno detalhe, ou então passou-me despercebido e que se veio a tornar em mais um tormento. Depois do Lubango, apareceu-me uma estrada recente de bom asfalto, sinalização actualizada, bermas tratadas, com 400kms até Ndinga, e depois seriam mais 45 km até à fronteira, em Santa Clara. O plano traçado para hoje e as horas a que estava, fizeram-me pensar que iria conseguir entrar na Namíbia.

Mas, volvidos os primeiros duzentos quilómetros, eis que, à entrada de uma povoação, há um aviso de desvio…. Bom! Os restantes 107kms, de Cahama até Humbe, levaram-me 5 horas a ser percorridos. Tinha em mente chegar ainda antes da fronteira fechar, às cinco e meia, mas, com o rolar dos primeiros quilómetros logo me apercebi que seria absolutamente impossível. Reduzi o andamento para poupar o carro e cheguei a Ndinga cerca das onze da noite. Um pequeno mas simpático hotel de estrada proporcionou-me o descanso necessário, após uma jornada de cerca de 800kms.

Na manhã seguinte, fiz os 45 kms que faltavam para a fronteira. Foram as formalidades mais simples desde que iniciei a viagem. Rápido do lado angolano e eficiente do lado namibiano. Aqui a leitura do passaporte foi feita electronicamente e foi colocado apenas um carimbo dando a entrada - isso de vistos não existe - e num edifício ao lado, tratei da importação temporária da viatura, com o preenchimento de um impresso cujos dados foram, depois, tratados também, informaticamente, e recebi um cupão que deverei apresentar à saída. Custo total - 220 dólares/rands namibianos.

Confirmei junto das autoridades, a informação que trazia de Portugal, como resultado das minhas investigações, de procurar, logo após a fronteira o desvio, à esquerda, para Rundun. E assim fiz. Era esse o meu destino para hoje.

Foi com alguma comoção que iniciei esse trajecto - tinha passado por tantas dificuldades até ali. Estava noutro tipo de país em relação aos anteriores. As saudades dos entes queridos eram, e são, mais que muitas. E, ao voltar a conduzir do lado esquerdo, interiorizei que me estava a aproximar do meu destino. E, agora que o escrevo, a comoção voltou. Ainda bem que já não se escreve com tinta permanente…  ;)

A pequena cidade de Rundun, fica junto ao rio Cubango que vai desaguar no Zambeze. Na margem esquerda é Angola. Corre de Oeste para Leste. A estrada de 400 quilómetros que aqui me trouxe, está a ser alcatroada. A pista lateral que foi preparada, em terra batida, para se transitar enquanto as obras vão decorrendo, permite, e pode ser mais, andar a 90kms/hora…….. não há um buraco, nem pequenino, nem enrugado, nada, é sempre a acelerar. Nas zonas já alcatroadas, naturalmente que se sobe facilmente para cima dos 100. E é sempre a direito. 

Estou instalado, junto ao rio Cubango, no Tambuti Lodge. Muito agradável. Vou tentar enviar de um “ciber-café” este texto e uma ou duas fotografias e prosseguir viagem. Até breve.

Afinal não havia nem café, nem ciber…. Meti-me à estrada. Tinha 540kms para percorrer. Fiz antes umas compras num super-mercado - sim, isso aqui existe – e calculei que a uma média de 80/90 chegaria às cinco da tarde à fronteira. E cheguei. Só que ontem !!! devia ter alterado o relógio para mais uma hora. Estou na hora central africana. Assim, cheguei a Katima Mulimo, com uma hora de antecedência, conforme planeado, mas, afinal, já eram 6 da tarde. A fronteira tinha acabado de fechar.

Atestei o carro para amanhã – para gastar a moeda local que ainda tenho - e procurei onde ficar. Encontrei um “lodge” com uns “bungalows”, em madeira, assentes em estacas (tipo palafita), muito curiosos e fora do vulgar para mim… será que são assim porque aqui bem perto passa o grandioso rio Zambeze?!

  
Aqui as construções são todas térreas. Quando muito há mais um andar. E, nos “lodges”, o espaço entre as pequenas habitações que os constituem, está ocupado por agradáveis zonas ajardinadas. Há uma outra grande diferença neste país em relação aos anteriores. O lixo aqui não anda pelas ruas. É recolhido. E há varredores nas ruas. Podem não estar muito bem equipados, mas há preocupação com a limpeza.

O percurso que fiz até aqui, foi, quase na totalidade, no denominado “Caprivi Strip”, uma faixa de terra traçada a régua e esquadro entre Angola e o Botswana. Nela me cruzei com vários camiões iguais aos que circulam na Europa e América do Norte. Julgo que fazem a ligação dos países do “inland”, Zâmbia e Zimbabué, com o porto de mar de Walvis Bay, na costa atlântica. Por certo será mais económico que as mercadorias façam este Caprivi Strip por estrada até aquele porto, do que atravessarem para os portos no oceano Indico de Moçambique, e daí, rumarem para a Europa, com a desvantagem do navio, ou seja, o frete, ser mais caro pois ainda têm de ir lá abaixo ao Cabo. Tenho ideia deste nome, Caprivi, desde miúdo dos bancos de escola. Sempre gostei muito de Geografia e aquela passagem, em linha recta, entre os países sempre me chamou à atenção. Tem na sua zona mais estreita uns 30kms de largura e uns 250kms de comprimento. Não imaginava que um dia, num futuro longínquo, o faria, numa viagem de Portugal a Moçambique.

Amanhã entro no Zimbabwe. Até lá.

Rui Casimiro

 

Comentários  

 
+5 #16 Palavras sentidasElsa 19-06-2011 12:21
Hesitei se haveria de fazer algum comentário a comentários, mas depois de pensar um pouco achei que não seria um despropósito . E estou a referir-me concretament e ao comentário feito por Paulo Arroteia, que me pareceu ter ficado desagradado com o que nosso viajante expressou no 16º relato. Até agora o Rui tem colocado nos seus textos o que lhe vai na alma, sem grande preocupação com figuras de estilo ou rigor linguístico e talvez por isso, eles estejam a ter tanta aceitação. No itinerário inicial, arquitectado antes de sair de Portugal, constava exactamente a saída pela fronteira de Matadi, Noqui, Nzeto, Catete… e por aí adiante. Quando já está no terreno e depois de já ter feito duas tentativas de saída por Matadi, alguém lhe sugere uma saída mais próxima de Kinshasa para a fronteira de Angola, penso ser naturalíssim o que a tenha aceitado até de bom grado. Quando refere que não o quis desmoralizar … acho que o devia ter feito… talvez assim a opção tivesse sido outra. Isto tudo, para dizer que aquilo que o Rui escreveu no seu texto, são palavras sentidas naquele momento, fruto de muito cansaço e stress acumulados, má alimentação e pouco descanso, mistura explosiva que o fez desabafar daquela maneira face às condições do caminho que teve de atravessar. Não me parece que deva ser recriminado por isso até porque não foi insultuoso para ninguém… lavou simplesmente a alma. Neste momento… tudo já faz parte de uma dura experiência passada e cada vez mais se aproxima do objectivo de toda a viagem… chegar a Moçambique “sain et sauf”. Aproveito para agradecer em nome do Rui todo o apoio manifestado ao longo desta odisseia.
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+2 #15 INVEJAOlavo Lima 18-06-2011 12:01
Ainda mais fan. Continuação de boa viagem. Um abraço
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-5 #14 Passagem por AngolaPaulo Arroteia 18-06-2011 11:49
Sr. Rui Casimiro
Lamento a sua desilusão pelo caminho percorrido no norte de Angola, no entanto quero dizer-lhe que quem escolheu a fronteira para entrar em Angola foi o Senhor indicado não sei por quem e devido às dificuldades do visto, eu inicialmente tinha-lhe perguntado se ia passar pelo Noqui, se assim fosse ter-lhe-ia indicado outro caminho, como entrou noutra fronteira só poderia passar pelo caminho que lhe indiquei, lamento que tenha tido as dificuldades que teve, mas eu tinha-o prevenido que o trajecto era mau, não lhe falei tudo para não o desmoralizar , visto já estar muito preocupado com o tempo.
Optou pela viagem pela costa, é sem duvida muito mais bonita, mas voce queria ganhar tempo e se fosse pelo caminho que indiquei a estrada não era má e ganhava kilometros, mas ok, a opção foi boa, assim evitou que eu continuasse a gozar consigo e que lhe pudesse fazer algum mal, espero que esteja a curtir a viagem, embora a forma como está a fazer a viagem não seja a forma como a pretendo fazer, não quero só andar de carro sem ter o prazer de usufruir das belezas naturais de Africa.
Um bem Haja para si
Cumprimentos
Paulo Arroteia
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+3 #13 Moçambique já esta pertoPaulo Pilão 17-06-2011 23:57
Caro Rui Casimiro

Espero que esteja bem e a gozar plenamente esta viagem. O nosso Moçambique já esta perto .
Que tudo continue a correr o melhor possível.
Um Abraço
Paulo Pilão
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+3 #12 OLÁ AMIGOA.MOURINHO 17-06-2011 20:21
Com que então sorte? ainda te lembras de umas certas conversas, minhas e da tua filha? Quem te iria acompanhar??
vá um abraço amigo até logo amigo.
O sonho comanda a vida.
MOURO
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+6 #11 A Grande ViagemVitor Jacinto 17-06-2011 16:46
Grande Rui,

- Não tenho palavras que possam "qualificar" a fotogenia dos teus textos.

... Já falta pouco !!!

Continuação de Boa Viagem.

Abração

Vitor Jacinto
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+4 #10 Howdy from Houston !!!Marisia Carrajola 17-06-2011 14:12
Rui, as tuas reportagens sao maravilhosas . Realmente Southern Africa e bem diferente do restante continente ..... Caprive recorda os anos 70 e 80, foi nessa area que os sul-africanos tb lutaram ai. Namibia apenas visitamos uma vez ja ha muitos anos e ficaram optimas recordacoes desse povo e Pais. Estas a fazer o percurso ao longo do Okavango Delta??? Dizem que eh uma zona maravilhosa e que ainda pensamos vir a visitar um dia ... Boa passagem pelo Zimbabwe e uma entrada triunfal na nossa TERRA! Um xi-coracao apertado. Jorge e Misa
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+7 #9 Subscrevo...Eduardo Coelho 17-06-2011 13:21
... totalmente o que a Elsa escreveu!!!
Eduardo
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+7 #8 Re: Em Rota - 16 º RelatoEditor 17-06-2011 13:10
Citando Elsa:
(...)já agora... qdo referes no texto que choraste ao chegar à boa estrada... recordo-te apenas que "não se deve chorar pelo que acabou... mas sorrir por ter acontecido", significa que alguma coisa aconteceu.


SIM...subscrevo integralment e!!!

Citando Elsa:
(...) "Quem passou pela vida em branca nuvem/ e em plácido repouso adormeceu/ quem não sentiu o frio da desgraça/ quem passou pela vida e não sofreu / foi espectro de hpmem, não foi homem / só passou pela vida... não viveu"


Sim, VERDADE!!!

Inshalá....
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+10 #7 Ao fim de 1 mês e tal...Elsa 17-06-2011 12:44
Pela foto vê-se que estás a precisar de maningue caril moçambicano para recuperar os quilos que perdeste durante a viagem... o problema é que já não tinhas muito para "queimar" :-).
E já agora... qdo referes no texto que choraste ao chegar à boa estrada... recordo-te apenas que "não se deve chorar pelo que acabou... mas sorrir por ter acontecido", significa que alguma coisa aconteceu.
E já agora o que Francisco Octaviano (brasileiro) escreveu num dia de inspiração "Quem passou pela vida em branca nuvem/ e em plácido repouso adormeceu/ quem não sentiu o frio da desgraça/ quem passou pela vida e não sofreu / foi espectro de hpmem, não foi homem / só passou pela vida... não viveu". Bjs, saudades e até aos 60's. inshalá
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